Só tem um problema, não existe um
plano “melhor”. Na verdade, é importante escolher um plano que melhor se adapte a você.
Mas escolher este plano não é uma coisa fácil! Por isso decidi esquematizar nesse post o que julgo mais relevante na contratação de um plano de saúde.
Mas escolher este plano não é uma coisa fácil! Por isso decidi esquematizar nesse post o que julgo mais relevante na contratação de um plano de saúde.
Em primeiro lugar, creio que a rede credenciada seja de suma importância. Tenha certeza que existe
uma emergência credenciada próximo da
sua residência. No caso de uma doença vascular, como infarto ou acidente
vascular cerebral (AVC), você não está longe de serviço médico. A maioria
dessas doenças acontece de madrugada e no início da manhã, quando a pressão
arterial sobe (isso é natural, mas pode acarretar em problemas em alguém já
doente).
Ainda falando de rede, é difícil
dizer qual médico é bom, qual é o melhor e se vale a pena comprar um plano por
um médico específico. Uma coisa é certa, existem muitos médicos. Bons e ruins,
como em qualquer profissão. Mas o que determina isso não é o quanto ele cobra,
mas sim outros aspectos:
- Ele é esclarecedor (tira suas dúvidas, escuta o que você tem a dizer, dá orientações claras)
- Os resultados estão satisfatórios, levando em consideração o que foi acordado no início (nada pode ser prometido em termos de resultado de tratamento, mas as variações do possível devem estar claras para o paciente)
- Você se sente seguro(a) com ele
- Ele se preocupa com você como um todo e se responsabiliza por isso. Resolver a doença é importante, mas raramente é a única função do médico.
Obviamente existem muitos outros aspectos, mas creio que, na hora de escolher um plano, estes sejam os mais decisivos a ponto de influenciar na sua decisão.
Não deixe de checar o (im)Paciente caso deseje pesquisar mais sobre médicos, clínicas e hospitais. As opiniões de outras pessoas podem ajudar muito na sua decisão.
Em segundo lugar, mas não menos importante: o cuidado a longo prazo da sua saúde.
Exatamente. De pouco adianta você tratar o resfriado num hospital de ouro se
sua pressão está alta e há anos sem controle. Serviços de saúde não são como
qualquer serviço, que pode ser consumido pontualmente. Daí a necessidade de um médico no qual você confie.
E nunca (mas nunca mesmo!) escolha
qualquer plano porque ele tem helicóptero. A probabilidade de você precisar
dele é muito baixa. A de você usar, então, menor ainda.
Boa sorte na sua escolha!
Em segundo lugar, mas não menos importante: o cuidado a longo prazo da sua saúde.
Exatamente. De pouco adianta você tratar o resfriado num hospital de ouro se
sua pressão está alta e há anos sem controle. Serviços de saúde não são como
qualquer serviço, que pode ser consumido pontualmente. Daí a necessidade de um médico no qual você confie.
Planos que oferecem programas de promoção e prevenção em
saúde têm mais chance (mas não certeza) de promover melhor cuidado a longo
prazo, desde que haja uma vinculação sua
com alguma equipe ou algum profissional. Isso vale para todas as idades,
seja um pediatra, clinico, cardiologista, geriatra, o que for. Alguém deve se responsabilizar por você em
algum lugar.
Em terceiro lugar, o preço.
Escolha um plano que se adéqüe ao seu orçamento, a quanto você pode pagar por
mês. Não adianta seu filho ter o pediatra mais expert do planeta se o avô
dele não tem onde ir quando acorda tossindo de noite. Planos familiares ou coletivos têm tendência a ser mais baratos.
Mas cuidado com corretores de plano de saúde. Existe um conflito de
interesse aqui. Você busca obter o plano que melhor se adéqüe a você. O
corretor busca vender o plano que pague melhores comissões. Por mais que se espere
que o corretor te ajude a alcançar seu objetivo, é bom estar claro que ele pode
estar sendo estimulado a fazer o contrário.
E nunca (mas nunca mesmo!) escolha
qualquer plano porque ele tem helicóptero. A probabilidade de você precisar
dele é muito baixa. A de você usar, então, menor ainda.Boa sorte na sua escolha!
Abraços,
Ricardo Lima



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